Abril Pro Rock promove exposição de gravuras no Recife

Abril Pro Rock promove exposição de gravuras no Recife

Retomando seu contato com as artes gráficas, o festival Abril Pro Rock promove durante todo o mês de abril uma exposição de gravuras. A mostra tem início nesta quarta-feira, dia 1º, e acontece na Livraria Cultura de Recife (PE). As obras também ficam expostas durante o festival, que acontece nos dias 17 e 18 de abril no Chevrolet Hall, na capital pernambucana.

Para compor a mostra, artistas de todo o Brasil foram convidados a criar peças originais, com temática sobre o Abril Pro Rock. No final, dez deles – todos são ilustradores e artistas plásticos ligados ao universo da música pop – foram selecionados : Silvia Rodrigues faz capas de CDs e cartazes de shows e festas da cena alternativa baiana; Bicicleta Sem Freio é um coletivo de Goiás, responsável pelos cartazes dos festivais Bananada e Goiânia Noise, além de capas de CDs e cartazes de shows; Shiko é ilustrador paraibano que trabalha com grafite, ilustrações e quadrinhos; João Lin e Mascaro são ilustradores dos jornais locais (Recife) e da revista Ragu; Juliana Notari fez o cartaz do APR em 2008; Derlon trabalha com grafite e ilustrações inspiradas na cultura popular nordestina; Tiago Amorim é artista plástico veterano de Olinda; Carlota é artista plástico local (Recife); e Paulo Meira, artista plástico de Arcoverde (PE) que geralmente utiliza em suas obras: pintura, instalação, fotografia, vídeo e performance.

“Ao longo dos anos, o Abril Pro Rock teve vários trabalhos expostos no festival, através de mostras, vídeo-arte e instalações”, conta Paulo André Pires, um dos organizadores do APR. “Em 1997, o cartaz foi feito com esculturas em epóxi do artista plástico Evencio Vasconcelos. Em 1998 foi a vez do artista plástico e pintor Felix Farfan. No ano seguinte, em 1999, foi Juliana Notari, e em 2002, nos 10 anos do APR, o assunto ficou por conta de Angeli criar o cartaz”, relembra Paulo.

Essa série de gravuras inaugura as atividades da galeria virtual Apolo 17 (www.apolo17.com.br) e, de acordo com a organização do evento, será realizada anualmente. As obras estarão à venda, com tiragem limitada, na galeria virtual Apolo 17 e durante o festival, no Chevrolet Hall.

Exposição de gravuras Abril Pro Rock
Onde: Livraria Cultura
Endereço: R. Madre de Deus, s/nº, Recife – PE
Quando: Durante todo o mês de abril
Horário: de segunda-feira a sábado das 10h às 22h e domingos e feriados das 14h às 20h




Vanguart (MT)

Vanguart (foto de Marcos Hermes)
escute:
Vanguart – Semáforo

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Vanguart - The Last Time I Saw You

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release:
Vanguart, de coração

Não sei o que veio primeiro: a amizade ou admiração. Pouco importa. Quem escreve aqui não é a jornalista, mas a amiga/fã do Helio Flanders e do Vanguart.

Era 2007 e ainda não conhecia a banda. A crítica já havia se rendido. Eu acredito na opinião de amigos. E eles diziam: acho que você vai gostar. Pra mim, a melhor maneira de conhecer um artista é no palco. Na falta de shows à vista, pesco na internet a canção “There are one million things that I need to know by heart”, que diz algo como: há um milhão de coisas que eu preciso conhecer de cor/de coração, com o sentido duplo de “by heart”. Minha implicância com grupos brasileiros que cantam em inglês se dissipa. Fui fisgada pela música e este verso ficou ecoando na minha cabeça. De cor é de coração? Preciso mesmo conhecer essa banda.

Dias depois, vou entrevistar Helio Flanders em um programa de tv. De cara, parece que tem 17. De vivência, pelo menos 30. O moleque escreve como gente grande: ”você sorri movendo quase nada /e antecipa a velha longa estrada/ e os teus galhos vão me arborizando nu”. Quer cantar como um cantor, e não como um roqueiro. Me convenceu entoando à capela, “Los chicos de Ayer”, em espanhol de “las calles”. Fico sabendo que a canção foi inspirada numa viagem de “autoconhecimento” que Helio, adolescente, fez pela América do Sul. Sozinho. Um beat à brasileira?

Vem daí a poesia etílica, as imagens estradeiras, a musicalidade sinuosa? Ele foi a Bolívia e trouxe na bagagem o Vanguart? Preciso mesmo conhecer essa banda. Fim da gravação, ficamos ali trocando afinidades eletivas. Entre Nick Drake e Dorival Caymmi, selamos a amizade. Ver o show é o que falta. O que acontece na semana seguinte, no Sesc Pompéia. Casa lotada de fãs que sabem de cor/coração todas as músicas. Helio, no palco, se agiganta. Vai do
sussurro ao grito primal, como um anjo punk de alma folk. E tem a banda, que banda! Quando Helinho me disse que tocava com músicos de primeira, não estava só fazendo média com os meninos. Saí do show e fui ouvir o disco (aquele “publicado” na revista Outra Coisa). É ótimo. Só que o rigor do estúdio não capta a ebulição do palco. Quem sabe um dia o Vanguart não grava um show, quem sabe…

Um ano depois, me vejo na platéia do show que deu origem a este CD/DVD. Levo um amigo que ainda não conhece a banda ao vivo. Ao final, ele  pergunta quantos shows do Vanguart eu já tinha visto. “Só três”, respondo com ênfase no “só”. E ele: “mas você sabe as músicas de cor?!” E eu: “de
cor, não. De coração!”.

Lorena Calábria

formação:
Hélio Flanders (vocais, violão, gaita)
Reginaldo Lincoln (baixo)
David Dafré (guitarra)
Douglas Godoy (bateria)
Luiz Lazzaroto (teclado)

links:
www.vanguart.com.br
www.myspace.com/vanguart




Matanza (RJ)

Matanza (divulgação)

escute:
Matanza – A Arte do Insulto

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Matanza – O Chamado do Bar

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release:
Bem vindos ao saloon Matanza – onde homens sem camisa não entram, e mulheres sem camisa bebem de graça! O primeiro dvd dos quatro cavalheiros do apocalipse cariocas é um retrato fiel do universo country-hardcore criado pela banda: bares, destilados, carros potentes, brigas, canalhas do submundo, mulheres fáceis e insultos, regados pelo mais puro sarcasmo e ironia.

Depois de quatro álbuns de estúdio, e uma infindável série de shows por todas as regiões brasileiras, já estava passando da hora do Matanza ter um registro como este, que transpira honestidade e mostra a banda em seu estado bruto. O Matanza foi adotado pelo público paulistano como se da cidade fosse, foi no Hangar 110 seus primeiros shows em São Paulo e dali a banda cresceu, conquistou fãs fieis, e tornou-se – merecidamente – uma das principais bandas do cenário independente brasileiro.

São raros os shows como o do Matanza: um petardo emendado atrás do outro, sem papo furado, retoques ou frescura. A precisão de Jonas na bateria impressiona, ao passo que os incansáveis headbangers Donida e China fazem a parede sonora para os ultrajes do frontman Jimmy.

Estão presentes no dvd todos os politicamente incorretos clássicos do Matanza: “Interceptor V6”, “ Maldito Hippie Sujo”, “Tempo Ruim”, “Matarei”, “ Ela Roubou Meu caminhão”, “Eu Não Gosto de Ninguém”, “A Arte do Insulto”, “Bom é Quando Faz Mal” e muitos outros cantados uníssono pelo público.

O Matanza é violento e imoral, o mais puro country, o mais puro hardcore. Um afronte – mais do que bem vindo – ao rock maquiado que tomou conta do cenário nacional nos últimos anos, “Som pra Macho”, como eles fazem questão de lembrar. Um brinde!

formação:
Jimmy (Vocal)
Donida (Guitarra)
China (Baixo)
Jonas (Bateria)

links:
www.matanza.com.br
www.myspace.com/matanzacountrycore




Abril Pro Rock 2009: Release

Abril Pro Rock 2009: Release

A banda mais barulhenta do mundo finalmente vai se encontrar com um dos públicos mais devotos ao rock do Brasil. Em sua 17ª edição, o festival Abril Pro Rock realiza não apenas um sonho antigo de sua produção, mas de todos os roqueiros pernambucanos e traz para o palco do Chevrolet Hall ninguém menos que o Motörhead, umas das pedras fundamentais do rock como conhecemos hoje.

O Abril Pro Rock será nos dias 17 e 18 de abril. A primeira noite, dedicada as bandas pesadas, terá além do trio liderado por Lemmy Kilmister, as bandas Decomposed God (PE), Black Drawing Chalks (GO) e AMP (PE). Já no sábado será a vez do “Hermano” Marcelo Camelo (RJ), que volta ao Recife com seu show solo, agora na bagagem ele traz “Sou”, um dos discos mais elogiados e premiados do ano passado.

No mesmo dia o Abril ainda recebe nomes que foram consagrados no cenário independente como a brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, a baiana Retrofoguetes e as pernambucanas Volver e Mundo Livre S/A. Também segue com seu perfil de revelar novos talentos e apresenta a grande público as bandas Vivendo do Ócio (BA), The Keith (PE) e a vencedora do concurso Microfonia, Johnny Hooker & Candeias Rock City. Mais dois nomes ainda serão anunciados na programação, um para cada dia do festival.

Este ano o APR traz de volta para Pernambuco um dos melhores shows de rock internacional que o estado já teve oportunidade de ver. Outra lenda do gênero, Jon Spencer, chega mais uma vez no festival agora com seu novo projeto Heavy Trash, ainda mais roqueiro e enérgico que sua explosão blues.

Durante todo o mês de Abril, o festival ainda retoma seu contato com as artes gráficas e promove uma exposição de gravuras na Livraria Cultura. Artistas de todo o Brasil foram convidados a criar peças originais, com temática sobre o Abril Pro Rock. As obras estarão à venda em tiragem limitada para colecionadores.

O Abril Pro Rock é uma realização da Astronave Iniciativas Culturais, formada pelos produtores Paulo André Pires, Melina Hickson e Sonally Pires. Em 2009, mais uma vez, o evento teve ainda curadoria artística do jornalista e doutorando em comunicação Bruno Nogueira e do editor do site RecifeRock! Guilherme Moura.

SERVIÇO:
Abril Pro Rock 2009
Dias 17 e 18 de Abril
Chevrolet Hall

Ingressos:
Dia 17 de Abril (Mötorhead): R$ 100 inteira / R$ 50 meia / R$ 70 + 1kg de alimento não perecível para o ingresso social
Dia 18 de Abril (Marcelo Camelo e Heavy Trash): R$ 50 inteira / R$ 25 meia e R$ 30 + 1kg de alimentos não perecível para o ingresso social

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