Archive for Abril, 2008

Festival continua neste domingo com Helloween e Gamma Ray!

Em sua 16ª edição, o festival Abril Pro Rock leva seu nome ao pé da letra e acontece durante todo o mês que batiza o evento. Após a maratona de shows dos dias 11 e 12, ciclo de palestras e encontro da Associação Brasileira de Festivais Independentes, chega a segunda etapa com o aguardado show de duas lendas do heavy metal: as bandas alemãs Helloween e Gamma Ray. O gênero mais prestigiado pelo público do festival agora ganha uma noite especial, com duas pedras fundamentais do metal internacional.

Este será o último show no Brasil da Hellish Rock Tour que o Helloween e Gamma Ray estão fazendo ao redor do mundo. As apresentações começaram em Curitiba e marcam um reencontro histórico no palco, entre o vocalista Kai Hansen, do Gamma Ray, e a banda que ele ajudou a fundar, o Helloween. A primeira banda excursiona com o show do recente “Land of the Free part II”, enquanto a segunda traz um repertório de celebração, com o melhor da carreira sendo pontuado pelos discos “Keeper of the Seven Keys” parte 1 e 2.

Os fundadores do Power Metal ganham uma noite exclusiva, com direito a toda estrutura que o Abril Pro Rock ofereceu em sua primeira etapa de apresentações. Com o reforço de caravanas de vários estados do país já confirmadas, a noite promete encerrar em grande estilo com a união das duas bandas no palco, cantando alguns dos primeiros clássicos do Helloween, quando Kai ainda fazia parte do grupo.

SERVIÇO
Petrobras apresenta Abril Pro Rock 2008
Dia 27 de Abril (Domingo) - 20h
Chevrolet Hall
Helloween e Gamma Ray

Ingressos:
R$ 80 inteira, R$ 40 meia-entrada. Ingresso social (+1kg de alimento), R$ 50
Camarote para 10 pessoas na 1ª fila R$ 1.500,00
Camarote para 10 pessoas na 2ª fila R$ 1.000,00
Camarote para 10 pessoas na 3ª fila R$ 800,00

Ingressos à venda nas Lojas Renner (Imperatriz e Shopping Recife) e no Chevrolet Hall.

Censura: 14 anos. Menores, de 14 a 18 anos, devem estar acompanhados de parentes de até 3º grau, maiores de 18 anos.

G1: New York Dolls faz festa rock ‘n roll em SP

New York Dolls faz festa rock ‘n roll em SP
Grupo nova-iorquino, pioneiro do punk, tocou nesta quinta-feira.
Eles ainda se apresentam em Pernambuco, no festival Abril Pro Rock.
Shin Oliva Suzuki

Um dos nomes míticos do punk de Nova York nos anos 70, o New York Dolls promoveu em seu show nesta quinta-feira (10), em São Paulo, um retorno aos primeiros tempos do rock ‘n roll. A banda mostrou clássicos, principalmente dos dois primeiros discos “New York Dolls” (1973) e “Too much too soon” (1974), e versões como a de “Piece of my heart” de Janis Joplin.
Grupo que retomou o espírito leve e divertido do gênero, numa época em que a seriedade do progressivo era status quo, o New York Dolls conservou até hoje uma postura no palco que influenciou tanta gente, de Sex Pistols a Guns ‘N Roses. O vocalista David Johansen, um devoto do estilo Mick Jagger de performance, já não se movimenta tanto à frente do público, mas é ajudado pela empolgação do guitarrista Sylvain Sylvain. Os dois são os únicos membros da formação clássica ainda vivos.
O Hangar 110 recebeu bom público e viu o New York Dolls abrir com “Babylon”, um dos grandes momentos de “Too much too soon”, o segundo álbum da carreira. Eles tocariam ainda “Trash”, “Subway train”, “Personality crisis”, “Pills”, esta última de Bo Diddley. A platéia, que misturou fãs veteranos com uma geração de seguidores mais novos, viu ainda Johansen distribuir flores durante o show - lembrando Morrissey, que faz o mesmo ritual e foi padrinho da própria volta da banda em 2004. E embora fosse uma noite com toda a importância histórica para o punk e gente que se jogava no meio do público, o que mais se viu foram fãs dançando ao som das guitarras do New York Dolls como se estivessem numa festa - exatamente o espírito de volta ao rock ‘n roll dos primórdios.
A banda toca nesta sexta-feira no festival Abril pro Rock que acontece em Olinda.

fonte: g1.globo.com

Abril Pro Rock 2008: Hoje é dia de rock!

Abril Pro Rock 2008 - Cartaz

PROGRAMAÇÃO DE SHOWS DO ABRIL PRO ROCK 2008


SEXTA-FEIRA
(11.04)
Abertura dos portões: 20h

20h30 - AMP (PE) - palco 3
21h00 - Project 666 (PE) - palco 2
21h35 - The Sinks (RN) - palco 3
22h05 - Mukeka di Rato (ES) - palco 1
22h40 - Zumbis do Espaço (SP) - palco 2
23h15 - Bad Brains (EUA) - palco 1
00h35 - Vamoz (PE) - palco 2
01h10 - The New York Dolls (EUA) - palco 1

SÁBADO (12.04)
Abertura dos portões: 17h

17h30 - Madalena Moog (PB) - palco 3
18h00 - Erro de Transmissão (PE) - palco 3
18h25 - Sweet Fanny Adams (PE) - palco 2
18h55 - Barbiekill (RN) - palco 3
19h20 - Autoramas (RJ) - palco 1
20h05 - Violins (GO) - palco 2
20h35 - Wander Wildner (RS) - palco 1
21h20 - Vitor Araújo (PE) - palco 2
21h45 - CéU (SP) - palco 1
22h30 - Rockassetes (SE) - palco 2
23h00 - Jupiter Maçã (RS) - palco 1
23h45 - Superguidis (RS) - palco 2
00h15 - The Datsuns (Nova Zelândia) - palco 1
01h10 - Pata de Elefante (RS) - palco 2
01h40 - Lobão (RJ) - palco 1

DOMINGO (27.04) *
Abertura dos portões: 20h
Helloween (Alemanha) - palco 1
Gamma Ray (Alemanha) - palco 1

* em breve

Local: Chevrolet Hall (Olinda)
Dias 11 e 12 de abril
R$ 50 inteira, R$ 25 meia-entrada. Ingresso social: R$ 30 + 1kg de alimento não perecível
Camarotes para 10 pessoas: R$ 800 (primeira fila), R$ 600 (segunda fila) e R$ 500 (terceira fila)
Dia 27 de abril
R$ 80 inteira, R$ 40 meia-entrada. Ingresso social: R$ 50 + 1kg de alimento não perecível
Camarotes para 10 pessoas: R$ 1500 (primeira fila), R$ 1000 (segunda fila) e R$ 800 (terceira fila)

* As primeiras 2 mil pessoas que comprarem ingressos para 2 ou 3 dias, juntos, ganham um CD promocional do Abril Pro Rock
* Censura: 14 anos. Menores, de 14 a 18 anos, devem estar acompanhados de parentes de até 3o grau, maiores de 18 anos.

G1: “O Bad Brains entra desde já para a lista de melhores shows de 2008.”

Bad Brains incendeia platéia em seu primeiro show no Brasil
Quarteto de hardcore se apresentou na noite desta quarta (9) em SP.
Grupo alternou repertório pesado com longos reggaes e agradou.

A estréia do quarteto norte-americano Bad Brains no Brasil não poderia ter sido mais barulhenta – ainda bem. O primeiro show da banda no país, na noite desta quarta (9), no clube Eazy, em São Paulo, provou que a ausência do vocalista original, HR, não faz a menor diferença. Pelo contrário: em uma apresentação de pouco mais de uma hora, Israel Joseph-I, encarregado dos vocais, conduziu como um verdadeiro líder a platéia ensandecida.

Alternando o peso e a rapidez de seu repertório hardcore com longos reggaes, incluindo faixas de seu mais novo disco, “Build a nation” - produzido por Adam Yauch, dos Beastie Boys, e lançado no ano passado - o Bad Brains fez a trilha sonora para rodas de pogo na pista e muitos moshes. Até o vocalista mergulhou sobre a platéia, que cantava junto todas as músicas.

O guitarrista Dr. Know e o baixista Darryl Jennifer, integrantes originais, mais o baterista Chuck Treece, completaram a formação, cuja energia no palco impressiona. Ao vivo, não há dúvidas quanto ao motivo de o grupo, formado em Washington DC nos anos 70, ter influenciado tantos grandes nomes atuais, de Rage Against the Machine a Red Hot Chili Peppers.

A banda toca ainda nesta sexta (11) no Recife, no festival Abril Pro Rock, e sábado (12) no Rio de Janeiro, no Circo Voador. Se você estiver em alguma dessas cidades, não perca de jeito nenhum. O Bad Brains entra desde já para a lista de melhores shows de 2008.

fonte: g1.globo.com

Vídeo do Dia: The Datsuns - Motherf*cker from Hell

e tem uma versão ao vivo pesadíssima:
http://www.youtube.com/watch?v=sG1xA26QyKc

As canções de horror da Zumbis do Espaço

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» ABRIL PRO ROCK
As canções de horror da Zumbis do Espaço
Publicado em 09.04.2008

O grupo paulista, de Campinas, fã de filmes de terror B, estréia no Nordeste com um show que passa por longe do politicamente correto, numa espécie de Haloween fora de época
José Teles

Caminhando e matando/tudo que eu for encontrando/mato tudo e mato todos, onde eu vou”. Os versos são de Caminhando e matando da Zumbis do Espaço, que se apresenta no primeiro dia do Abril pro Rock 2008, sexta-feira, a noite pesada do festival, que tradicionalmente acontecia no sábado.

Sutileza, como se nota, não é especialidade deste grupo paulista, De Campinas, surgido em 1996 e com apenas duas mudanças na formação, uma delas pela morte do guitarrista El Phantasma, em um acidente de moto, em 1999. A Zumbi do Espaço atualmente é formada por Gargoyle (baixo), Tor (voz), Hank Alien (guitarra) e Zumbilly (bateria).

Por telefone, André, ou melhor, Tor, o vocalista, conversou sobre o grupo e a ansiada participação no APR: “A gente não vê a hora de tocar aí. Primeiro, porque é o festival de rock mais importante do País, depois, porque será a primeira vez que tocamos no Nordeste. Recebemos muitos e-mails do pessoal da região querendo ver a Zumbis, o problema é que está difícil viajar com banda pelo Brasil atualmente, fica muito caro”, diz André, que comentou sobre os grupos com os quais a Zumbis do Espaço irá dividir o palco no APR: “Do New York Dolls sou fã, da Bad Brains não gosto, não curto aquele tipo de som. Legal mesmo será tocar com a Mukeka di Rato, somos muito amigos dos caras“.

André também é empresário, dono da gravadora 13 Records, pela qual foram lançados os sete discos da Zumbi do Espaço e de bandas como Forgotten Boys e Garage Fuzz, e que mantém um seleto catálogo de bandas nacionais e gringas.

O estilo do ZE é definido por André como horror rock: “A gente curtia muito filme B de horror, rockabilly, metal, punk. A música do grupo é uma mistura disso tudo. Com outras influências, porque também curtimos metal Ramones, AC/DC, Motörhead, Thin Lizzy”, explica ele.

Abominável mundo monstro, gravado em 1999, e lançado em 2000, foi o disco que definiu o estilo dos Zumbis do Espaço. Principalmente nas letras carregadas nas tintas. Os caras são do tipo que perdem o fã, mas não a brincadeira. Alguns títulos das canções da Zumbis do Espaço não deixam margem para dúvidas sobre o que esperar do show do quarteto: Espancar e matar, Enquanto eu defeco, Satã chegou, Meia-noite encarnarei no seu cadáver (aí, obviamente, uma homenagem ao rei do trash brasileiro, Zé do Caixão), ou Mato por prazer, que tem uma letra que trafega, em altíssima velocidade, na contramão do politicamente correto: “Mato por prazer!/sua vida definhando é o que eu quero ver/minhas mãos no seu pescoço isso vai doer/a minha alegria é te fazer sofrer/porque eu mato, mato, mato…

Apesar disso, ou por isso mesmo, o grupo tem um público cativo: “A gente não tem do que reclamar, onde a banda toca a galera sempre é muito vibrante. Acho que não vai ser diferente no Nordeste”, diz André, que vive exclusivamente de música: “A gente toca bastante, porque São Paulo tem um mercado legal no interior”.

O show do grupo no Abril pro Rock deve ter uma hora de duração: “Não nos disseram ainda quanto tempo teremos, mas nossas apresentações duram em média uma hora e meia. Como esta será nossa estréia, para uma platéia que não conhece a banda ao vivo, preparamos um repertório que dá uma geral na discografia da Zumbi do Espaço”. Esta, nas palavras de Tor, é a definição para o Halloween fora de época que a banda mostrará na sexta-feira.

fonte: http://jc.uol.com.br/jornal

Vamoz! no APR com todo o pique

vamoz.jpg

» ABRIL PRO ROCK II

Vamoz! no APR com todo o pique
Publicado em 09.04.2008
José Telles

Admiradores da Vamoz! já estão acostumados a uma surpresa que a banda lhes proporciona em cada show: uma música de Neil Young, ídolo dos integrantes do grupo. No show que farão no Abril pro Rock, na sexta-feira, eles não tocam Neil Young, adianta o vocalista Marcelo Gomão: “A gente decidiu homenagear uma banda, dos anos 90, que nos influenciou, e que ao mesmo tempo foi influenciada por Neil Young”. Mas, mesmo assim, a apresentação terá surpresas: “Não vamos dizer o nome da banda, o pessoal só vai saber na hora”, diz Gomão, acrescentando que o repertório do show será pinçado dos dois álbuns lançados pelo grupo, com a maioria das canções tirada do segundo disco.

Esta será a segunda participação da Vamoz!, que tocou no APR 2004: “E aí a surpresa foi para a gente. Ninguém estava esperando o convite. Tanto que nem mandamos material para a produção do festival. Não por não estar a fim, e sim porque pensamos que a banda seria convidada no ano passado, porque estávamos com um disco novo, o Damned rock’n’roll. Com este CD a gente rodou o Brasil. Acho até que talvez seja a resposta, que nosso trabalho no ano passado resultou neste convite, e estamos no maior pique”, comenta o vocalista da Vamoz! que não esconde a expectativa em participar do Abril pro Rock, mesmo reconhecendo que o festival não atrai mais tantos produtores e olheiros de gravadoras como em edições passadas: “Isto é uma coisa comum a todos os festivais. Tocamos no Porão do Rock e lá também não tem mais este pessoal. Isto é natural. Primeiro, pela fase que passam as gravadoras. Depois, os caras têm as informações compartilhadas na rede, então por que gastar grana com uma informação que se consegue obter com mais facilidade?”.

A expectativa maior, segundo Marcelo Gomão é o prestígio que um festival do porte do APR concede a quem dele participa: “Sempre que se entra num festival assim é como se o grupo tivesse feito um upgrade de credibilidade. As pessoas passam a olhar a banda com outros olhos. Ele te dá um crédito. Ninguém vai convidar você para tocar de graça”, comenta.

Com cinco anos de estrada, a Vamoz! permanece com a mesma formação, tem feito shows com freqüência, no estilo hard-rock é um dos nomes mais conhecidos no País, porém ainda assim todos os integrantes precisam exercer outra atividade para garantir o sustento: “Eu mesmo trabalho numa empresa de informática. Dá para conciliar as duas coisas, porque geralmente os shows acontecem no fim de semana. O que a gente fatura é para investir no grupo – viagens, instrumentos. Mas é a realidade do Brasil. Neste país você não conta mais de dez bandas que ganham dinheiro para viver só de música”. (J.T.)

fonte: http://jc.uol.com.br/jornal

Cinco nomes gaúchos na grade do Abril pro Rock

Wander Wildner (RS)

Cinco nomes gaúchos na grade do Abril pro Rock

FESTIVAL // Quatro bandas do Sul tocam no sábado e o produtor Iúri Freiberger faz palestra
Michelle de Assumpção
Da equipe do Diario

Duas bandas da antiga geração, Wander Wildner e Júpiter Maçã (ambas presentes na edição de 1998 do Abril Pro Rock), e duas representantes da atual safra, a instrumental Pata de Elefante e a indie rock Superguidis, formam a invasão gaúcha no APR neste sábado, no Chevrolet Hall. O palestrante Iuri Freiberger, produtor e músico de outra elogiada banda dos Pampas, a Tom Bloch, recém-contratada do selo Som Livre Apresenta, completa o time.

Júpiter Maçã chega ao festival com a versão oficial do disco Uma tarde na fruteira, gravado há 3 anos e lançado na Europa no início de 2007. O disco está sendo considerado pela crítica especializada como um dos melhores lançamentos do pop cabeça brasileiro dos últimos anos. Na salada sonora, uma mescla de ritmos brasileiros e internacionais: rock’n'roll, Mutantes, Tom Zé, bossa nova, Birds, Bob Dylan, marchinhas, tudo com muitos contornos psicodélicos e poesias que dão ênfase às neuroses contemporâneas. A esperar por uma melhor acústica do Chevrolet Hall (em comparação com o pavilhão do Centro de Convenções, ex-casa do APR), será daqueles shows de tirar os pés do chão e não tirar os olhos do palco.

Também com referências diversas, Wildner trocou o punk rock dos Replicantes por baladas tocantes e desesperadas. Seu mais recente álbum, La canción inesperada, coleciona composições movidas pelos mais diversos sentimentos, dos mais nonsense aos mais realistas. No palco, ele toca com os parceiros Jimi Joe (guitarra, violão e harmônica) Milton Sting (baixo), Biba Meira (bateria), Georgia Branco (baixo e guitarra), Rodrigo Barba (bateria), Flu (baixo), Arthur de Faria (gaita e teclado) e Astronauta Pinguim (teclado). A canção Um bom motivo, cujo refrão diz “então me dê um motivo pra não chorar / me dê motivos pra não cheirar cola esta noite”, é um bom exemplo dos tipos de baladas roqueiras conduzidas pelo dinossauro Wildner.

Elefante - Cinco anos na estrada, pelo menos 400 shows pelo Brasil, participação em importantes festivais, músicas em longas-metragens, documentários e programas de TV são parte do currículo da banda instrumental gaúcha Pata de Elefante. Há cinco anos na estrada, divulga no festival as músicas do novo disco, Um olho no fósforo, outro na fagulha. As “canções” passeiam por referências que são primordiais na concepção do grupo: blues, soul, surf music, psicodelismo e rock feito por nomes como Eric Clapton e The Band, na virada dos anos 60 para os 70. Há uma alternância de climas e ritmos, mas é explícita a unidade da obra.

Superguidis é uma banda de Porto Alegre e de Guaíba (RS). Inspirado em clássicos do rock independente dos anos 90, como Pavement, Guided by Voices e Yo La Tengo, o grupo já foi citado pela revista Bravo! como “a salvação da música instrumental brasileira”. No palco, Andrio Maquenzi (voz e guitarra), Lucas Pocamacha (voz e guitarra), Marco Pecker (bateria) e Diogo Macueidi (baixo).
Os ingressos para o Abril pro Rock irão custar R$ 25 (meia-entrada), R$ 50 (inteira) e R$ 30 (mais 1k de alimento) e também podem ser trocados por pontos do Bom Clube nas lojas Bompreço.

fonte: www.pernambuco.com/diario/

Entrevista com Paulo André no El Cabong

Paulo André

e-entrevista - Paulo André - Produtor do Festival Abril Pro Rock

Posted on Março 27th, 2008 de Luciano

O Abril Pro Rock ajudou a colocar a música pernambucana em evidencia. Contribuiu para revelar nomes como Chico Science e Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e toda uma cena pernambucana. Mais do que isso, durante um tempo foi o principal posto de lançamento de novos nomes para a música pop brasileira, revelando para a grande indústira nomes como Los Hermanos e Penélope. Entre momentos históricos, o festival trouxe alguns dos shows gringos de médo porte inesquecíveis, como o show de Jon Spencer Blues Explosion. O festival virou referência nacional, por apostar em um circuito alternativo quando este ainda não estava tão consolidado. Mais, mostrou que era possível viabilizar um festival de porte, com boa estrutura no Nordeste. Acabou servindo de exemplo para vários outros que vieram em seguida. Por estas e outras, o Abril Pro Rock se tornou o festival mais importante do país. Batemos um papo online com Paulo André, o homem por trás do Abril Pro Rock. Produtor do festival e responsável por levar várias bandas pernambucanas para turnês pela Europa, além de organizar o Porto Musical e coletâneas com artistas pernambucanos e nordestinos para o mercado internacional. Começamos com ele um série de entrevistas com os produtores dos principais festivais independentes do país.

el Cabong - Bom, primeiro gostaria que você falasse desse processo que é montar o Abril Pro Rock hoje, quais as dificuldades? Porque o que parece é que atualmente há ferramentas que facilitam, como a ABRAFIN, os editais, qual a realidade?
Paulo André - As dificuldades são as mesmas, pois passados 15 anos muitas coisas mudaram, outras continuam as mesmas. Um exempo prático é a questão das rádios. Não temos uma única rádio aqui (em Recife) que toque Nação Zumbi e Siba por exemplo. Nomes que estavam na listas dos melhores CDs de 2007, com reconhecimeto internacional. Nem parece que são daqui, são literalmente ignorados pela mídia local, com excessão dos cadernos culturais.
Outro gargalo são as casas noturnas, são pouquíssimas no Norte/Nordeste e particularmente achei os resultados de público do (festival) Nordeste Independente, bem aquém do potencial e das expectativas. Só mostra que tem muito trabalho a ser feito ainda. A Abrafin nos fortaleceu, deu visibilidade ao nosso trabalho e atraiu o Minc e a Petrobras, por exemplo. Provocamos o edital dos festivais, que funcionou muito bem.

el Cabong - Você acha que esse discurso que o mercado independente consegue hoje sobreviver sem a mídia, sem gravadoras, nao é real?
Paulo André - Para uns sim, para outros não. Depende de onde a banda vive, de que região, da realidade distinta de cada região. Se não fosse assim, bandas como como Rockassetes, Cascadura e Astronautas não se mudariam pra São Paulo. Para falar das bandas menores, mais independentes. Tem aquelas com potencial internacional, que tem uma segunda opção de desenvolvimento de carreira, podendo ter paralelamente o mercado brasileiro e o gringo. Sem dúvida o mercado independente está mais fortalecido e grande, como nunca. Isso é um avanço absurdo. Bandas, iniciativas e festivais legais em todas as regiões do Brasil. Isso não existia quando comecei minha carreira de produtor há quase 20 anos.

el Cabong - Mas o Cascadura foi para São Paulo e aprendeu que o melhor seria voltar e trabalhar direito aqui, hoje está com um público que nunca tiveram, shows frequentes e sobrevivendo de música e afins.
Paulo André - Pois é, São Paulo é muito caro comparado ao Nordeste e, nem todo mundo está preparado. O problema é que o mercado na região Norte/NE é muito muito restrito, apesar dos festivais etc. Seria legal que bandas desse porte pudessem tocar duas vezes por ano nas capitais, por exemplo, mas não é bem assim. É dificil, pois não trazemos o tipo de show que a maioria das pessoas conhecem. Tenho ouvido por exemplo das pessoas comuns, que só conhecem Lobão da programação de 2008. O motivo maior é falta de visibilidade dos artistas de médio porte e emergentes na mídia, mas principalmente nas rádios. Então, vamos contra a corrente. Não temos nem uma rádio como a Educadora de Salvador ou a Aperipê de Aracaju. A Universitária FM da UFPE, está atrasada 30 anos. O resto é de rede: Transamérica, Jovem Pan, Oi FM. Todas com “mais do mesmo” e quase nada de ousadia.

el Cabong - Engraçado que vi pessoas daqui se assustando com seus comentários sobre a reaidade do Recife, como se dissessem que se ai é ruim, imagine aqui. O que vejo é que cada cidade tem coisas que funcionam e outras que não. Aqui, por exemplo, ainda precisamos de um festival maior que se consolide de fato, que se mantenha e que traga as novidades que estão rolando pelo país.
Paulo André - Aí vocês tem, bem ou mal, o Boomerangue, as festas semanais como a sua. Aqui…

el Cabong - A Nave é mensal.
Paulo André - Aqui, nem mensal. Tenho uma lista de 20 casas noturnas que fecharam de 2005 pra cá. Todas “mais do mesmo” voltadas pra balada, sem conteúdo, com música ao vivo ruim, cover etc. Todas ignorando a cena local, com no máximo Del Rey (n.e.: banda de covers de Roberto Carlos formada por China e integrantes do Mombojó). Aí tem rádio, casa e festa legal. Aqui tem a cena, festivais e shows de graça, além sérios gargalos.

el Cabong - Acho pertinente isso, acho que Salvador evoluiu bastante, apesar de poucos concordarem comigo. Como viabilizar um festival como o APR hoje?
Paulo André - Cara, tem que conhecer o mercado local, a realidade nacional , mas pricipalmente ser bem intencionado. Se for pensar no lucro, tá ferrado. Já passei dois anos trabalhando para pagar preju de mais de 100 mil reais. O Foca está pagando preju do Do Sol de 2007. Os festivais ligados a Abrafin, vivem desse mercado, trabalham o ano todo nele, são agências artísticas, produtoras, Casas, selos, bandas. Enfim tem que ser alguém ligado a cadeia produtiva da musica local, com bom relacionamento com patrocinadores. O APR não existiria mais se não fosse a Petrobrás e o Governo de Pernambuco.

el cabong - Uma questão que sempre colocam, inclusive aqui em discussões no el Cabong, é quanto a escalação de bandas. Sei que esse ano deu uma mudada e quero falar isso mais na frente, mas no geral, como é o critério de escolha para bandas?
Paulo André - Bandas que estão com atuação constante no mercado, tocando, lançando etc. Em relação as gringas, depende da parceira com outros produtores brasileiros, é mais complicado trazer diretamente, do que dividir com outras datas no Brasil. Esse ano convidei, pela primeira vez 2 pessoas com quem já me relaciono há algum tempo, inclusive em curadorias como a do Microfonia (www.festivalmicrofonia.com.br) o Bruno (Nogueira - jornalista do Pop Up) e o Guilherme (Moura - criador do site Recife Rock), que me ajudaram na escolha das bandas, foram pra o Do Sol, Noise, etc….

el Cabong - Mas o quese nota, é que o APR deu uma mudada no perfil, esse ano está mais rock. E deixou de lado aquela idéia que caracterizva o festival de reunir num mesmo espaço grupos de música popular tradicional, eletrônica etc.
Paulo André - Pois é….que cidade do Brasil tem de graça Manu Chao, Marisa Monte, Paralamas, Pato Fu, Milton Nascimento, todos os pernambucanos de médio e grande porte, com 2/ 3 show …tudo isso gratuito? Recife se transformou na maior Casa de shows abertos ao publico do Brasil. Por isso, fomos em um caminho bem diferente do que rolou entre “ciclo natalino” (até La Pupuña tocou) ao Carnaval pop. Focamos no público Rock que não é contemplado nesses exemplos. O sábado é a mistura da sexta e do domingo dos últimos anos. É só ver a ausência das bandas de médio e grande porte daqui na programação, todo mundo farto de shows delas aqui nos últimos tempos. Não estamos investindo no público pop, que vai ver um Rappa, um Los Hermanos, estamos investindo no publico mais rock em 2008.

el Cabong - Parece que esse seja talvez um grande problema em Recife, o poder público, querendo contribuir, acabou inviabilizando as produções, ja que realiza semrpe eventos gratuitos.
Paulo André - Sim, a Prefeitura….de Sandy e Júnior a Fat Boy Slim a Prefeitura do PT colocou de graça aqui no Marco Zero….foi a ú6nica de graça de Fat Boy no Brasil….é pão e circo.

el Cabong - Aqui teve de graça no carnaval (quem quisesse saia no bloco, mas era de graça para quem quisesse ver.
Paulo André - O Carnaval aqui virou pop, mas em palcos, não em trios. E, não é só isso tem Sábado Mangue (seja lá o que isso signifique) da Prefeitura com bandas ruins (na maioria) todo saábado, tem Ciclo Natalino que toca Vamoz, La pupuña etc. O mais triste disso é ver bandas novas e veteranas, sobrevivendo de dinheiro público. Em breve é a vez do Festival de Inverno de Garanhuns.

el Cabong - É uma discussão que Salvador deve viver, já que aqui temos uma necessidade de shows fora do circuito axé, nem tudo dá para ser feito pelos produtores menores. Não acha que há uma função do governo nisso também?
Paulo André - Sim. O Governo tem fundamental papel nisso, mas quase sempre veem as cenas menores como inexpressivas, não dão o devido valor. Se não fosse o Governo, Chico Science e Nação Zumbi não teriam tido carreira internacional, nem o Abril Pro Rock existiria, mas te garanto todo dinheiro público que recebi, dei de volta 10 vezes mais em visibilidade ao Estado. É só ver a crítica da Spin de Fev/08, da coletânea “What´s happening in PE - new sounds from the brazilian northeast”, começa com “what the hell is Pernambuco ??”. Estamos levando o nome do Estado pro mundo e em veículos que nunca sequer publicaram o nome do estado.

el Cabong - Você falou das atrações gringas, que parece ser o caminho para atrair o público a pagar. Salvador vive um problema sério, não consegue entrar no circuito destes shows, apesar de já ter dado provas que o público comparece, vide casa cheia em shows de gente não tão conhecida do grande público, como Placebo e Madeleine Peyroux. Como viabilizar isso? O que acha que pode viabilizar isso por aqui?
Paulo André - Só mesmo a abertura de cabeça dos produtores daí, que encheram o c…de grana com o axé, mas não sacam nada além disso. É igual aos ex-donos de bloco do Recifolia, só produzem mais do mesmo e, nunca ousam. Não são produtores, são comerciantes. Não criam conceito ou correr riscos ou apostar, não consta no dicionário deles.

el Cabong - Eu não espero que isso venham deles, sinceramente.
Paulo André - Então, tem que surgir uma nova geração de produtores…ousados, atrevidos e afoitos.

el Cabong - Acho que os produtores que não são desse meio poderiam tentar viabilizar, mas acho que a dificuldade é grana de patrocinadores que não tem visão, as rádios que não sabem nem quem é Monobloco…
Paulo André - Pois é, falta mesmo é visão e ousadia….

el Cabong - Para terminar. Eu acho que não existe fórmula, mas que caminho indica para uma banda se dar bem no mercado atual?
Paulo André - Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Pensar grande, se comunicar com o mundo, não enxergar a internet como vilã, mas como aliada.

fonte: www.nemo.com.br/elcabong

Abril Pro Rock 2008: Programação Por Palco

Abril Pro Rock 2008 - Cartaz

PROGRAMAÇÃO ABRIL PRO ROCK 2008 POR PALCO

SEXTA-FEIRA (11.04)
Abertura dos portões: 20h

AMP (PE) - palco 3
Project 666 (PE) - palco 2
The Sinks (RN) - palco 3
Mukeka di Rato (ES) - palco 1
Zumbis do Espaço (SP) - palco 2
Bad Brains (EUA) - palco 1
Vamoz (PE) - palco 2
The New York Dolls (EUA) - palco 1

SÁBADO (12.04)
Abertura dos portões: 17h

Madalena Moog (PB) - palco 3
Erro de Transmissão (PE) - palco 3
Sweet Fanny Adams (PE) - palco 2
Barbiekill (RN) - palco 3
CéU (SP) - palco 1
Violins (GO) - palco 2
Autoramas (RJ) - palco 1
Vitor Araújo (PE) - palco 2
Wander Wildner (RS) - palco 1
Rockassetes (SE) - palco 2
Jupiter Maçã (RS) - palco 1
Superguidis (RS) - palco 2
The Datsuns (Nova Zelândia) - palco 1
Pata de Elefante (RS) - palco 2
Lobão (RJ) - palco 1

DOMINGO (27.04)
Abertura dos portões: 20h
Helloween (Alemanha) - palco 1
Gamma Ray (Alemanha) - palco 1

Serviço:
Abril Pro Rock 2008
Local: Chevrolet Hall (Olinda)
Dias 11 e 12 de abril
R$ 50 inteira, R$ 25 meia-entrada. Ingresso social: R$ 30 + 1kg de alimento não perecível
Camarotes para 10 pessoas: R$ 800 (primeira fila), R$ 600 (segunda fila) e R$ 500 (terceira fila)
Dia 27 de abril
R$ 80 inteira, R$ 40 meia-entrada. Ingresso social: R$ 50 + 1kg de alimento não perecível
Camarotes para 10 pessoas: R$ 1500 (primeira fila), R$ 1000 (segunda fila) e R$ 800 (terceira fila)

* As primeiras 2 mil pessoas que comprarem ingressos para 2 ou 3 dias, juntos, ganham um CD promocional do Abril Pro Rock
* Censura: 14 anos. Menores, de 14 a 18 anos, devem estar acompanhados de parentes de até 3o grau, maiores de 18 anos.